quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Devaneio























Nesses curvas que eu passo com os olhos cheios d'água
Esperando a hora certa de me derramar.

Nesses versos tão distantes
Que eu queria aqui bem perto
Ouço ao longe e choro baixo até soluçar.

De tamanha estranheza
A vida põe na minha mesa
Um sabor tão delicado para eu provar.

Provo e fico viciada
Em sua beleza amarga
Que transcende o meu saber de te aproveitar.

Se pudesse tão somente
Em outro tempo, outro presente
A sua figura tão linda eu poder tocar.

Seguiria esse caminho
Certo, errado e com espinhos
A verdade inebriante de poder te amar.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Antropología

Tem gente que passa
Gente que fica, poucos ficam
Tem gente que some
Gente que se esconde, não sei.
Tem gente que sonha
Gente que vivi, ou vegeta.

Gente que finge
Gente que imita
Gente sincera
Gente metida.

Tem gente que acredita
Gente que faz bem pra gente
Gente que te faz mal...
Tem gente que seduz no olhar
Gente que seduz pra danar
Tem gente que encanta a gente
Gente que canta.

Tem gente que gosta de mim
E gente que não gosta
Tem gente que tem fé
Gente que duvida, eu duvido.
Tem gente que só faz besteira
Gente que acerta em cheio
Tem gente que merece
Gente dispensável

Tem gente tão importante
Que faz da saudade presente
Necessária a presença urgente
Essas pessoas em minha vida.